quarta-feira, 14 de abril de 2010

THE PLASTIC PEOPLE OF THE UNIVERSE - Hovezi Porázka




Na época que os rapazes do Plastics gravaram as faixas desse álbum estiveram sob constante vigilância e perseguição pela polícia comunista em Praga. A casa onde eles gravaram "Co znamená Vesti kone tinha sido queimado até o chão pela polícia, e um antigo membro, o saxofonista Vratislav Brabenec havia sido preso e espancado tantas vezes, que ele foi forçado a deixar a Checoslováquia e se estabelecer no Canadá, onde ele finalmente encontrou a paz e passou a viver como um jardineiro.

Ele aparece em apenas uma faixa aqui ("hlavy Papírový"), mas iria voltar a plena carga no concerto de 1997, com o retorno da banda após o colapso da União Soviética, embora em apenas algumas músicas nesse show.
Três das músicas deste álbum ("krev Sel pro", "Kanarek" e "Špatná vec") ele atua durante o show.

A coisa a ser observada neste álbum é a maior ênfase no atonal e os sons dos instrumentos de sopro. Václav Stadnik toca clarinete baixo e flauta e do novo membro Petr Placak uma variedade de clarinetes. Os registos mais baixos dos clarinetes duplos resultam em um som bastante depressivo, e o clima geral do disco parece mais resignado do que nos trabalhos anteriores da banda. A banda também arrumou um Korg em algum lugar, e o tecladista Josef Janicek o toca na maioria das faixas aqui e no disco seguinte "Pulnocní Mystery".

Por outro lado, este parece ser mais do mesmo pela própria banda. As canções são todas cantadas em língua checa, algo que Brabenec incentivou a banda a fazer depois que se juntou a eles em 1972. Antes eles se alternavam entre o Tcheco e o Inglês, em parte devido às suas muitas influências Inglêsas (Zappa, Velvet Underground, o Fugs) e, em parte graças ao breve período em que o canadense Paul Wilson estava na banda na década de setenta.

A tradução do título do álbum significa "carne abatida" ou algo nesse sentido. Só podemos imaginar que os membros da banda estavam se referindo à análise das tribulações que sofreram nas mãos de seu governo opressivo durante toda a história do grupo. O Muro de Berlim ainda estava a alguns anos de sua queda.

Este não é seguramente o melhor álbum da banda, mas qualquer coisa que eles tenham feito em vinil ao longo dos anos vale a pena pora os fãs de música progressiva e aqueles cujo sangue ferve com o pensamento de pessoas que tenham de sofrer por simples ato de fazer música.


2 comentários:

  1. Ah, Gäel, estou tão emocionada. Não só pelo lindíssimo presente, mas porque você gostou deles também. Um beijo beeeeeeeeeeeeem carinhoso pra você. Adoroooooooooooooooooooo plástico.

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  2. Que Bom que vc Gostou L_M !! A intenção foi essa !!! hehehehe

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