quinta-feira, 30 de setembro de 2010

LE ORME - Contrappunti


Depois de ter lançado o álbum "In Concert" em 1974, o Le Orme entra em estúdio para gravar um de seus melhores álbuns, CONTRAPPUNTI.  Este disco exigiu muito menos esforço do que os anteriores, "Felona e Sorona" e o ao Vivo "In Concert", com longas partes instrumentais ( três das sete faixas são instrumentais) e produzido por Gian Piero Reverberi , que aliás é citado como pianista membro do grupo nos "sleeve notes"

Aldo Tagliapietra (vocals, bass, guitar)
Toni Pagliuca (keyboards)
Michi Dei Rossi (drums)
Gian Piero Reverberi (Piano)

I TEOREMI - I Teoremi

1971
Tito Gallo (vocals)
Mario Schilirò (guitar)
Aldo Bellanova (bass)
Claudio Mastracci (drums)

1972
Gallo replaced by
Vincenzo Massetti (Lord Enzo) (vocals)

Quarteto de Roma, embora o seu cantor Vicenzo "Lord Enzo" Massetti seja natural de Nápoles , com uma carreira solo que vinha do início dos anos 60, tendo também participado em 1968 do "Festival degli Sconosciuti" (Festival dos Desconhecidos)  em Ariccia.
O álbum, simplesmente chamado de "I Teoremi" é um dos mais raros da era prog Italiana, embora não seja propriamente um álbum progressivo, já que contém um hard rock com um som parecido com o  do "Rovescio della Medaglia". Foi lançado em 1972 no pequeno selo Polaris que também produziu o LP "Alpha Ralpha Boulevard" do I NUMI, e contenha sete faixas escolhidas pelos próprios músicos do grupo, a maioria no estilo Hard rock, com pequenas influências de Prog Rock como na longa faixa " Mare della Tranquillità" ,  a única faixa em que aparece um piano.
Um bom álbum cuja cópia original custa uma pequena fortuna.
O Baixista ALDO BELLANOVA mais tarde tocou com o "Samadhi", enquanto "Lord Enzo" deixou a Itália e foi morar na Tailândia, onde até hoje trabalha como cantor.
O Baterista Claudio Mastracci tocou por pouco tempo com o "Il Punto" ( No festival de Villa Pamphili em Roma) e mais tarde tornou-se baterista de artistas pop como Donatella Rettore e Sergio Caputo, em alguns shows para a TV Italiana. Ele ainda trabalha como professor de bateria.
O Guitarrista Mario Schilirò tocou com importantes artistas Italianos como Antonello Venditti e depois durante anos com Zucchero.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

DIVAE - Determinazione

Banda Italiana dos anos 90 com um som dos anos 70. Este é um álbum muito bom ! Quando você encontra um grupo com dois tecladistas, você já sabe o que esperar, mas além disso o baterista é excelente. Os vocais também são muito bons, além disso temos em  "Vento che Va" o cantor do Osanna como vocalista convidado. Gianni Leone do "IL BALLETTO DI BRONZO", como tecladista convidado na canção N.º4.
É um disco recomendado para os fans do Prog Italiano.


1. E con il mattino torneranno gli eroi (6:10)
2. Libero (5:43)
3. Robin Hood (4:40)
4. Gargantua bestemmia dio e viene trasformato nel gigante di pietra posto a guardia della tana del drago di altomonte... da dove il suo sguardo scruta l'orizzonte per l'eternità sino al dorato mare di sibari (8:20)
5. Regina delle fate (5:48)
6. Frammenti (7:27)
7. Determinazioni oggettive? Determinazioni suggestive! (8:03)
8. Vento che va (4:25)
9. Il ritorno del Gigante Gentile (12:25)
a) Il ritorno del gigante
b) Principessa Narda
c) Il tempio
d) L'ultima battaglia
e) Un giorno, un amico
f) Addio Gigante

Total Time: 63:01

Musicos:

- Romolo Amici / bass
- Guido Bellachioma / spiritual guide
- Alessandro Costanzo / vocals
- Enzo DiFrancesco / electric piano, organ, Mellotron, synthesizers
- Luis Dragotto Moraleda / guitar
- Marco Vantini / pianos, synths
- Ugo Vantini / drums, percussion, keyboards WITH:
- Michela Bernardini / chorus (6)
- Sandro Cofrancesco / guitar (8)
- Jerry Cutillo / flute (8)
- Gianni Leone / solo synth, organ (8)
- Francesca Paganucci / chorus (6)
- Luigi Tega/ bass (8)
- Lino Vairetti / vocals (8)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

ELOY - 1983 Horus Studios, Hanover - BBC Session (FM)

Estas músicas foram mandadas como enchimento de uma fita com outros shows.
As músicas estão editadas e a música final está cortada, mas...este é o Eloy ! E essas gravações são imperdíveis !

Thanks to my Prog Friend Roger for this CD ! Thank you Friend for this one !




GONG - Anthology 1969 a 1977

Para os aficcionados e fans do Gong, uma coletânea do trabalho do Grupo

Anthology 1969-1977

01-Riot 71-January 31 Paris, Palais des Sports
02-Pot Head Pixies-November 8,1972 Angers (France)
03-You Can't Kill Me-Live in UK 1974
04-Magik Brother-1969 Demo
05-Why Are We Sleeping?-November 8,1972 Angers (France)
06-Radio Gnome-November 8,1972 Angers (France)
07-Dreaming It-November 8,1972 Angers (France)
08-Bambolay/Ya Sunne-Glastonbury Fayre '71
09-Es Que Je Suis-First Single-Recorded in Paris 1970
10-Hypnotize You-First Single-Recorded in Paris 1970
11-Oily Way-Outer Temple-The Hippodrome De Pantin, Paris,May 28, 1977
12-You Never Blow Your Trip ForeverThe Hippodrome De Pantin, Paris,May 28, 1977
13-You Can't Kill Me-The Salle Bataclan,Paris,May,1973
14-I Am Your Pussy-The Salle Bataclan,Paris,May,1973
15-Fohat Digs Holes In Space-The Salle Bataclan,Paris,May,1973
16-Pot Head Pixies-Malakoff,France 72
17-Perfect Mystery-Chateau Neuf, Oslo, Norway 12/15/1974



sábado, 25 de setembro de 2010

NATÜRLICH PROG - Programa N.º 10

Programa que foi ao ar em 25/09/2010 pela Rádio Web Undergroun Lágrima Psicodélica

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

LATTE & MIELE - AQUILE E SCOIATOLLI



O LATTE E MIELE teve muita atividade em shows, chegou a abrir vários shows do Van der Graaf em uma de suas excursões Italianas . Existe um CD com gravações ao vivo do Latte e Miele, que foi lançado pela Mellow Records.
Depois de alguns singles em 1974, o último aliás, muito melódico e que não tem nada do som típico do grupo, o Latte e Miele se separou e foi reformulado em 1976 pelo baterista Vitanza com tres novos músicos.
A nova formação gravou "AQUILE e SCOIATTOLI", um álbum muito bom ! Talvez o seu melhor e mais original trabalho, contendo uma "cover adaptada" da Ópera 21  de Ludwig Van Beethoven e a bela "Pavana", uma composição de 23 minutos de duração e muito bela, que foi composta com a colaboração do ex membro Lacagnina .

LATTE & MIELE - Papillon









O Segundo álbum do LATTE E MIELE, Papillon, veio no ano seguinte ao do lançamento de estréia, num estilo semelhante, mas com uma produção muito melhor. O álbum contém duas longas composições, baseadoas na "PATÉTICA de Ludwig Van Beethoven. Muito Bom.


LATTE & MIELE - Passio Secundum Mattheum


1972-75
Oliviero Lacagnina (keyboards, vocals)
Marcello Giancarlo Dellacasa (guitar, bass, vocals)
Alfio Vitanza (drums, flute, vocals)

1975-76
Mimmo Damiani (keyboards, guitar, vocals)
Luciano Poltini (keyboards, vocals)
Massimo Gori (bass, guitar, vocals)
Alfio Vitanza (drums, acoustic guitar, vocals)

Mais um grupo de Gênova, esse jovem trio foi um dos mais influenciados pelas obras clássicas.
Eles se juntaram em 1971 , a partir do guitarrista Dellacasa, que já havia colaborado com o grupo I Gigante, no álbum "Terra in Bocca",  com o baterista Vitanza de apenas 16 anos. Um "Keyboard-Trio" assim como o ELP ou o Italiano Le Orme. Seu primeiro álbum é este; "Passio Secundum Mattheum, baseado na obra de Bach e com letras cristãs. Um trabalho ambicioso, que em alguns momentos escorrega e se torna um pouco cansativo. Vale a pena Conferir.



sábado, 18 de setembro de 2010

APOCALYPSE - Apocalypse

As raízes da banda Die Anderen (os outros ou os Diferentes), que mais tarde seria conhecido como Apocalipse, encontram-se em um show de talentos, o chamado "Beat-Band-Ball", que teve lugar em Ostseehalle Kiel em 1966. Este foi o lugar onde Jürgen Drews (guitarra, vocais), reuniu os membros da banda vencedora Chimes of Freedom.  Bernd Scheffler (bateria e vocal), Enrico Lombardi (baixo, vocais) und Gerd Müller (guitarra, vocais). Eles gravaram este LP com o mesmo nome da banda em 1969 e a música do grupo alemão tinha uma veia psicodélica (como Pink Floyd e Jefferson A.) com características de krautrock (Amon Dull II, por exemplo).
Vale a pena conhecer

BI KYO RAN - Parallax

Bi Kyo Ran é um dos mais importantes grupos Japoneses de rock Progressivo. Formado em 1970, a legendária banda toca com energia peculiar, intensidade e agressividade e então alterna tudo isso com a delicadeza pastoral, abusando do uso do melotron.

O segundo álbum do Bi Kyo Ran tenta reaver o momento de "RED" do King Crimson dando toques de um rock mais recente e renovado. Kunio Suma, se encarrega do Melotron e da guitarra e lidera a banda pelos caminhos do universo musical Crimsoniano.

Line-up:
- Masaaki Nagasawa / drums
- Masahide Shiratori / bass
- Kunio Suma / guitar, vocals
with
- Toshio Egawa / keyboards, Mellotron
- Hazime Mizoguchi / cello
- Toshihiro Nakanishi / violin
- Hitoshi Okano / trumpet

Track List:
01. Silent Running – 8:00
02. Prediction – 9:30
03. Suite ‘Ran’ – 21:10

TERRY RILEY - Rainbow in Curved Air

Terry Riley é um compositor americano que com a sua composição "SUITE IN C" de 1964, influenciou vários músicos como Tangerine Dream, Soft Machine, The Who, Philip Glass. Este é o seu trabalho mais famoso, A RAINBOW IN CURVED AIR, lançado em 1969 e que deu o nome a uma banda de progressivo inglês muito famosa... "CURVED AIR".
A música é obviamente "Avant-gard".
Curta e descubra o porque da importancia desse artista.



sexta-feira, 17 de setembro de 2010

AYREON - Into the Electric Castle

Outro interessante trabalho do holandês ARJEN ANTHONY LUCASSEN , com vários artistas convidados:
FISH - como Highlander
SHARON DEN ADEL - como Indiana
DAMIAN WILSON - como o Cavaleiro
EDWIN BALOGH - como o Romano
ANNEKE VAN GIERSBERGEN - como a Egipsia
JAY VAN FEGGELEN - como o Bárbaro
ARJEN ANTHONY LUCASSEN - como o  Hippie
EDWARD REEKERS - como o Homem do Futuro
PETER DALTREY - como "A Voz"

Com um trovão ensurdecedor, tempo e espaço colidem ! Oito almas humanas são retiradas de seu tempo e de repente encontram-se juntos em uma estranha dimensão ....
A voz misteriosa direciona-os através de um labirinto de ensaios que conduzem ao "Electric Castle". Dentro do castelo, construído a partir de seus próprios sonhos e medos, eles devem encontrar o portão de volta  aos seus próprias séculos.Será que eles irão sobreviver?E quem é a voz? 

Um trabalho bem variado e interessante de se ouvir.


terça-feira, 14 de setembro de 2010

AYREON – Universal Migrator Pt. 1 & Pt 2 – Dream Sequencer (2000)

Ayreon – Universal Migrator Part.1 &; Part 2 – Dream Sequencer (2000)


Lançado em 2000 como o primeiro dos dois álbuns, intitulado "Universal Migrator", este trabalho tem o sub-título "Dream Sequencer". Os dois trabalhos vêm de moldes diferentes. Enquanto parte 2 ("Flight of the Migrator") tem uma abordagem de metal distintamente, este álbum  (parte 1 ) possui melodias mais leves, e aborda os aspectos mais melódico.
Estes álbuns continuam a desenvolver uma história de ficção científica iniciada no primeiro álbum do Ayreon (e abandonado no segundo). Bom, a abordagem se inicia na abordagem de que, a Terra foi destruída por uma guerra, os sobreviventes formam uma colônia em Marte. Essas pessoas inovadoras constroem um "Sequenciador de sonhos" , permitindo-lhes experimentar mais uma vez, suas vidas passadas.

A abertura de "O sequenciador de sonhos" é uma suave melodia, a lá Gilmour, com uma narração atmosfperica introduzindo uma linha de guitarra . À medida que avança “My house on Mars”, a atmosfera permanece restrita com vocais processados alternando com um coro feminino. A trilha é construída sutilmente, com metais com sintetizadores (como caracterizado na referida "The Final Countdown") comunicando o tema principal. Se você gosta deste estilo de composição, você está praticamente pronto para ser atraído pelo resto do álbum.  “One small step”, por exemplo, é uma peça magnífica, mas bem poderia ser “My house on mars, part 2.

"The shooting company of  Capitain Frans B. Cocq" é um dos números mais diversificado no álbum, que mergulha no território de David Bowie numa determinada fase, com seu sotaque cockney . Como é de costume Lucassen, solicita os serviços de uma grande variedade de vocalistas e instrumentistas em todo o álbum. Destes, os destaques incluem o aparecimento de Lana Lane em um número de faixas, e Clive Nolan acrescentando teclados para "2084". O encerramento "The first man on Earth" apresenta a voz inconfundível de Neal Morse, resultando em uma canção que é um cruzamento estranho de Ayreon e Spock's Beard.

Um dos aspectos mais agradáveis do álbum é a maneira como Lucassen desenvolve as canções. Tempo parece que não é um problema aqui em muitos dos números, apesar de relativamente simples em estrutura, sendo elaborados em peças de 7 a 8 minutos. Isso não significa que a  atenção do ouvinte não seja mantida por toda a instrumentação inventiva e variações sobre os temas.

Basta sentar e apreciar uma hora ou mais de música muito melódica executada por mestres do assunto.

Line-up:
- Arjen Lucassen / electric and acoustic guitars, bass guitar, analogue synthesizers, Hammond, Mellotron and additional keyboards, vocals
- Erik Norlander / analogue synthesizers, piano, vocoder, Hammond and additional keyboards
- Rob Snijders / drums
- Clive Nolan / synth solo (3)
- Johan Edlund / vocals (2)
- Floor Jansen / vocals (2)
- Lana Lane – vocals (3, 6), voice (1), back vocals (4, 5)
- Edward Reekers / vocals (4)
- Mouse / vocals (5)
- Jacqueline Govaert / vocals (7)
- Damian Wilson / vocals
- Neal Morse / vocals (10)
- Mark McCrite / back vocals (10)

Track List:
01. The Dream Sequencer – 5:09
02. My house on Mars – 7:48
03. 2084 – 7:41
04. One small step – 8:45
05. The Shooting Company of Captain Frans B. Cocq – 7:57
06. Dragon on the Sea – 7:08
07. Temple of the Cat – 4:10
08. Carried by the Wind – 3:58
09. And the Druids turn to stone – 6:36
10. The first man on Earth – 7:19
11. The Dream Sequencer reprise – 3:38

Ayreon – Universal Migrator, Pt. 2 – Flight of the Migrator (2000)

A Parte 1 do "Universal Migrator" foi melódico e atmosférico, enquanto a segunda parte é uma aventura pesada e progressiva.
Há uma infinidade de cantores e músicos convidados, incluindo Bruce Dickinson e Clive Nolan em "Into the Black Hole", mas o som e a sensação permanecem Ayreon . A lista de bandas e de convidados dá mais uma dica do que esperar, inclusive porque não Symphony X, Arena, Helloween, Iron Maiden, Stratovarius e Rhapsody.
Há ainda muito rock melódico e até bem simples aqui, porém, "Dawn of  a Million Souls ", por exemplo, tem um refrão anthemic suportados pelos teclados pesados e orquestração. Os temas espaciais prevalecem  por todo tempo, com mais sintetizadores, órgãos e solos de guitarra que a maioria das bandas  não conseguiriam  gerir por toda a sua existência. Há um entusiasmo e uma boa sensação para a música que dá a este álbum conceitual um apelo duradouro.


Part 2