sábado, 17 de julho de 2010

VON ZAMLA - Zamlanaramma 1982




Von Zamla – Zamlaranamma (1982)

Von Zamla (traduzindo Filho de Zamla) é uma evolução do Samla e Zamla Mamma Manna. É, também, a continuidade da sua obra musical anterior . Von Zamla tem Haapala e Hollmer da encarnação anterior da banda, com a adição de dois outros músicos da banda de Albert Marcoeur.

A aposta principal é no som multicolor de motivos melódicos, tratamentos extravagante, fortemente confiando em progressões de acordes dissonantes e muito recorrentemente sustentado em contrapontos . A música é profundamente desafiadora, embora não sendo particularmente agressiva - suas composições e estilo suportam a herança do Zamla Mannas Manna (ZMM), mas com uma atitude de pouco peso, mais para a interação entre todos os músicos. A ausência de um baterista, ou mais precisamente, uma secção especializada de percussão, permite que os músicos se concentrem com mais entusiasmo sobre a fusão de teclados, guitarras e instrumentos de sopro, embora a base rítmica ainda desempenhe um papel contínuo na ordenação da fusão dos sons . A forte posição do acordeão ajuda a banda na elaboração de uma profundidade de "folk-base" dentro dos limites da visão de conjunto da banda.

As duas últimas canções "Antsong" e "Rabo de Antsong, são um verdadeiro "brainstorming", genuíno de cores atonais.

Esse disco é para quem realmente aprecia música e não é de fácil digestão ! Mas, é uma boa pedida !

Line-up:
- Eino Haapala / guitar, bass, cello, mandoline, percussion, vocals
- Lars Hollmer / keyboards, accordion, percussion, glockenspiel, lead vocals
- Denis Brely / bassoon, oboe, voice, baryton sax, Soprano flute
- Jan Garret / bass, bass pedals, guitar, percussion, vocals

Track List:
01. Harujanta – 7:51
02. Rainbox – 3:15
03. Doppler – 4:34
04. Clandestine – 5:46
05. Temporal You Are – 4:34
06. Original 13 11 – 4:49
07. Ten Tango – 5:44
08. Antsong – 5:12
09. Tail Of Antsong – 2:04

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ZAMLA MAMMAZ MANNA - Family Cracks 1980

Zamla Mammaz Zanna – Family Cracks (1980)


Familjesprickor (Family Cracks) foi o último álbum gravado por essa encarnação da banda. O baterista original, Hans Bruniusson, deixou o grupo no início de 1980 e foi substituído por Vilgot Hansson , para os shows na França e Bélgica.
Nas notas de rodapé, o grupo declara que Familjesprickor foi gravado durante um período de transição, e a música é portanto não "tão otimista e alegre" como nos discos anteriores do Zamla/Samla. Assim sendo, este álbum é mais sombrio e agressivo do que qualquer outro álbum da antiga formação.

Line-up:
- Lars Hollmer / keyboards, accordion, song
- Eino Haapala / guitar, song
- Lars Krantz / bass, song
- Vilgot Hansson / drums, percussion
- Hans Bruniusson / drums, percussion (8)

Track List:
01. Five Single Combats – 5:54
02. Ventilation Calculation – 5:06
03. The Forge – 5:11
04. The Thrall – 5:08
05. The Panting Short Story – 3:53
06. Pappa (With Right Of Veto) – 4:29
07. The Farmhand – 7:36
08. Kernel In Short And Long Castling – 5:48

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sexta-feira, 16 de julho de 2010

SAMLA MAMMAS MANNA – Klossa Knapitatet (1974)




Como poderia o Samla Mammas Manna melhorar o seu trabalho após o surpreendente Maltid ? Bem, eles certamente tentarm muito duplicar o sucesso sem fazer uma cópia de suas obras anteriores ou reproduzir exatamente a receita mas conseguiram nos trazer algo quase tão saborosos como "Maltid". "Klossa Knapitatet" é um excelente álbum, que foi gravado no ano seguinte com uma inalterada line-up e foi concebida uma outra obra de arte freak ,estranha, mais uma vez sem nenhuma relação óbvia com a música, mesmo com a tradução das faixas título .

Ficando mais ou menos no mesmo domínio musical de Maltid, Klosa Knapitatet realmente vai ousar um pouco mais no jazz (ou jazz-rock, como no magnífico e longo "Liten Dialektik"), ou no burlesco (o yodelling de Kaninhal) ou mesmo na dissonantes e absurda ("influências") ou no folk festivo e música de circo ("Mousemilkingmachine") e, por vezes com desvios Crimsonianos ("Influences" novamente). A estatura Zappa é, provavelmente, menos presente aqui do que em "Maltid", embora, e enquanto os vocais permanecem estranhos, também podemos dizer que eles são menos Focus, também. Por outro lado, a banda nos brinda com alguns sons de acordeão com um músico convidado na faixa-título, enquanto o fechamento "Ramlosa Kvallar" é bem apropriada para tal álbum de um louco, como Crimson tocando Moonshine ou Providence e depois retornar para uma polka.... brilhante !!

Line-up:
- Coste Apetrea / acoustic & electric guitars, backing vocals
- Hasse Bruniusson / drums, backing vocals
- Lasse Hollmer / piano, accordion, yodelling, vocals
- Lasse Krants / bass, backing vocals
- Brynn Settels / accordion (8)

Track List:
01. Ingenting (Nothing) – 2:10
02. Liten Dialektik (Small Dialectics) – 10:08
03. Sucken (The Sigh) – 1:14
04. Langt Ner I Ett Kaninhal (Way Down A Rabbithole) – 4:15
05. Kom Lite Narmare (Come A Little Closer) – 1:29
06. Musmjolkningsmaskinen (The Mousemilkingmachine) – 6:36
07. Influenser (Influences) – 7:00
08. Klossa Knapitatet – 1:22
09. Ramlosa Kvallar (Framless Nights) – 5:25

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SAMLA MAMMAS MANNA - Maltid




Samla Mammas Manna – Maltid (1973).

Iniciamos aqui a série Samla Mammas Manna, Zamla Mammaz Zanna e Von Zamla.
(Não vou postar a série completa, somente os que reputo de valor.)


Tres anos após lançar o seu álbum debut, o SAMLA MAMMAS MANNA (SMM) perdeu o seu percussionista "Oberg", mas, ganhou o guitarrista "Coaste Apetrea" e isso não alterou muito a direção do grupo, mesmo que obviamente tenha havido alguma mudança na sonoridade do grupo.
Diferente do album anterior, "Maltid" foi gravado num estúdio profissional durante o outono de 1973 e recebeu uma capa com uma estranha gravura de um "Piquinic da Terceira Idade".

Começando com sons muito entranhos, o Quarteto ataca o seu segundo opus com quase 11 minutos "Dundrets Frojder", uma faixa em constante evolução com algumas loucas percussões , vocais estranhos e uma musicalidade global incrível e um domínio a la Zappa e humor, mas você vai perceber que o SMM tem seu próprio som, distinto e usando muito do folclore Sueco . Não há como você confundir com Zappa, é muito bem inspirada, mas nunca copiados, já que o SMM dá prioridade aos instrumentos, em oposição a Zappa, que muitas vezes é demasiado prolixo no seu esquema musical. Os vocais so SMM são muitas vezes estranhos, mas na verdade mais próximos ao seu foco.

Mais a frente temos algumas faixas realmente soberbas como "Oforutsed Folossning", a um pouco mais experimental e dissonante "Aterupplivate Laten", o burlesco e prolixo "Svackorpoangen" e Minaretten um som ligeiramente étnico (com uma incrível bateria), etc. O humor sempre permanece positivo, Bem humorado, alegre, festivo. Maltid é realmente bastante acessível apesar de sua complexidade.

Este álbum vem com três faixas bônus, duas delas desta mesma sessão de 1973, e "Circus Apparatha" das sessões de galinheiro e do álbum de estréia. Uma das faixas "Minaretten II" é absolutamente maluca vocalmente falando e pode introduzir uma certa rejeição a primeira audição, mas consegue se misturar com suficiente eficiencia no corpo do álbum.

O Disco é muito bom ! Embora, para alguns necessite uma segunda audição até digeri-lo completamente.

Line-up:
- Coste Apetrea / guitars, vocals (1-10, 12)
- Hasse Bruniusson / drums, percussion, backing vocals, glass
- Lasse Hollmer / acoustic & electric pianos, vocals
- Lasse Krants / bass, vocals
- Henrik Oberg / congas (11)

Track List:
01. Dundrets Frojder – 10:46
02. Oforutsedd Forlossning – 3:13
03. Den aterupplivade Laten – 5:59
04. Folkvisa I Morse – 2:09
05. Syster System – 2:29
06. Tarningen – 3:37
07. Svackorpoangen – 3:14
08. Minareten – 8:21
09. Vaerelseds Tilbud – 2:28
10. Minareten II (Bonus) – 4:41
11. Circus Apparatha (Bonus) – 6:05
12. Probably The Probably (Bonus) – 3:55

terça-feira, 13 de julho de 2010

WIGWAM - Tombstone Valentine






Para terminar a série "Wigwam", Tombstone Valentine em alta qualidade (Vamos ver como será a aceitação de arquivos Lossless - Flac)

No início dos anos 90, Pembroke, Rechardt e Groundstroem surpreenderam muitos com o retorno do Wigwam na sua terceira edição, mas esta é uma outra história a ser contada...
(In the nineties Pembroke, Rechardt and Groundstroem surprised many by coming back with a third edition of Wigwam, but that's a whole new story, to be continued... )

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

BAKERY - Momento 1971 (Aussie Prog)




Realizado em 1971 na Austrália, pelo selo LABOR, esse grupo, formado na cidade de Perth em 1970 faz um rock progressivo com pegadas jazísticas e um pouco psicodélicas também. Muito groovy e fazem uma espécie de jam sessions. Vale a pena checar se você tem interesse em grupos obscuros de prog-rock.

John Worrall (vocals, flute)
Tom Davidson (vocals)
Eddie McDonald (bass)
Rex Bullen (keyboards)
Hank Davis (drums)

1 Holocaust 9:24
2 Pete for Jennie 1:30
3 Living With a Memory 8:52
4 S.S. Bounce 4:19
5 The Gift 7:59
6 When I'm Feeling 2:19
7 Faith to Sing a Song 7:25

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terça-feira, 6 de julho de 2010

GOTIC - Escenes





A primeira coisa que achei , quando ouvi o nome GOTIC em um grupo Espanhol foi que ouviria uma expressão meio dark do Flamenco, provavelmente alguma coisa voltada ao período Medieval, alguma coisa ligada com a Inquisição Espanhola. Mas, foi somente impressão. O som do GOTIC é uma música leve, otimista e de alta qualidade que nos leva a uma combinação do som quente e relaxante do CAMEL com os primeiros discos do PFM e usando como liga os sons étnicos espanhóis da Cataluña.

A banda foi formada no final dos anos 70 pelo famoso Rafael Escote no baixo, Jep Nuix (Flauta e Flautim), Jordi Vilaprinyo (Teclados) e Jordi Marti nos tambores e percussão.

As influências principais do seu único álbum, Escenes, lançado em 1978 são o Camel e PFM, mas existe outra influência, fácil de se identificar, o Prog do Gentle Giant e um estilo de fusion que me remete aos teclados do Chick Corea no "Return to Forever".

A melhor música do álbum é o épico de 10 minutos "Historia d'una Gota d'Aigua" (a História de uma Gôta d'Água) com uma mudança dramática entre a descontração da introdução e a seção final de tirar o fôlego.

Infelizmente eles não tiveram a chance de evoluir, porque o álbum de debut foi mais do que promissor . Mas, como uma consolação Rafael Escote tem uma carreira muito prolífica como membro do grupo de fusion Pegasus onde ele atua como solista.