sexta-feira, 11 de junho de 2010

THE NICE - Five Bridges



A banda foi formada em maio de 1967 para servir de apoio à cantora de soul P.P. Arnold. Após algumas apresentações com Arnold durante meados do ano, o The Nice acabou ganhando reputação própria. Em agosto, Davison substituiu o baterista original, Ian Hague. O primeiro álbum do The Nice foi gravado ainda no mesmo ano. Trabalhos iniciais tendiam a um som psicodélico, mas logo elementos mais ambiciosos vieram à tona. As influências clássicas e do jazz manifestaram-se em citações musicais a Carl Philipp Emanuel Bach e Dave Brubeck.

Em seu segundo single criaram um arranjo para America de Leonard Bernstein, que Emerson descreveu como a primeira música instrumental de protesto. A obra não só usa a peça de Bernstein como também inclui fragmentos de da Sinfonia nº 9 de Antonín Dvořák.

David O'List deixou o grupo durante a gravação do segundo álbum. Participou brevemente do Jethro Tull após a saída de Mick Abrahams e em uma formação antiga do Roxy Music antes de juntar-se ao Jet em 1973. A banda considerou substitutos, mas decidiu posteriormente manter-se como um trio. O controle de Emerson sobre a direção musical se tornou ainda maior, resultando em trabalhos mais complexos.

Os primeiros trabalhos do pianista francês Jacques Loussier e do quarteto de Charles Lloyd também podem ser vistos como influência da banda. Loussier criava arranjos de jazz a partir de obras clássicas, especialmente de Bach. O The Nice apresentou duas peças do repertório de Lloyd, Sombrero Sam e Sorcery. Parte do trabalho da banda era a transferência de invações dos artistas de jazz em um som mais elétrico, o que também influenciou bandas como The Who, Jimi Hendrix e The Beatles. Outra influência foi Bob Dylan, cujas canções eram bastante famosas na época.

O segundo LP Ars Longa Vita Brevis apresentava arranjos da suíte Karelia, de Jean Sibelius, e o outro lado era um suíte com arranjos de um movimento de Johann Sebastian Bach. O grupo usou uma orquestra pela primeira vez em algumas partes da suíte.

As apresentações ao vivo da banda eram marcantes, principalmente por Emerson. Com seu órgão Hammond, realizava movimentos inspirados por Jimi Hendrix, Don Shin e Jerry Lee Lewis. A ausência de uma guitarra na banda e a liderança do teclado de Emerson no rock tornou o The Nice uma banda bastante distinta de suas contemporâneas.

Durante uma longa e popular turnê que seguiu o lançamento do segundo álbum, o grupo chamou atenção do público com Emerson queimando uma bandeira dos Estados Unidos no palco durante uma apresentação de America.

O terceiro álbum apresentava em um dos lados gravações da turnê pelos Estados Unidos e outro lado de materiais de estúdio. Por volta de 1970, os membros da banda estavam frustrados com a falta de sucesso na cena musical e logo terminaram. Emrson formou uma banda com Greg Lake (do King Crimson) e Carl Palmer (do Atomic Rooster): o Emerson, Lake & Palmer.

Um lançamento póstumo intitulado Elegy incluiu uma versão do trio para a Sinfonia Patética de Tchaikovsky e My Back Pages de Bob Dylan, ambas gravadas em estúdio, além de apresentações ao vivo de Hang on to a Dream e America durante a turnê de 1969 pelos Estados Unidos.

Após o fim da banda Lee Jackson formou o Jackson Heights, que lançou cinco álbuns entre 1970 e 1973. Brian Davison formou o Every Which Way, que lançou um álbum em 1970. Tanto Jackson quanto davison formaram o Refugee com Patrick Moraz em 1974, mas disapostaram-se novamente quando um tecladista deixou novamente sua banda. Moraz juntou-se ao Yes, substituindo Rick Wakeman, que posteriormente acabou voltando à banda.

O The Nice foi reformulado em 2002 para uma série de concertos. A voz de Jackson já estava deteriorada, mas o instrumental dos integrantes ainda estava excepcional.

Discografia :

* The Thoughts of Emerlist Davjack]] (Immediate, 1968)
* Ars Longa Vita Brevis]] (Immediate, 1969)
* Elegy (The Nice album) / Everything As Nice As Mother Makes It (Immediate, 1969)
* Five Bridges]] (Charisma, 1970)
* Elegy (The Nice album) (Charisma, 1971)
* Vivacitas]] (Sanctuary, 2004)

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Um comentário:

  1. Certamente um dos discos mais progressistas do rock progressista. Explico: é música autenticamente progressista, pois é complexa, adiciona outros gêneros e linguagens ao rock ( bem, não há tanto rock nesse disco,convenhamos), ousada e desafia ouvinte, é uma música que não facilita em nada sua compreensão, algumas faixas são de virar a cabeça! Disco obrigatório a todo progger! E parabéns pelo excelente blog.

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